Hoje, aniversário da morte de Evita Peron. Não gosto da Madona, mas acho que ela se salvou em EVITA (dirigido pelo gênio Alan Parker). O filme merece ser visto, principalmente pela interpretação do clássico "Don't cry for me Argentina".
Chama a atenção de todos a situação em que se encontram as calçadas em nossa cidade.
Não quero me referir aqui, somente á situação de conservação das mesmas, (muitas tomadas pelo mato, cheias de buracos e em completo estado de abandono), mas sim ás condições de uso e traficabilidade desse importante espaço público.
Segundo o Código de Transito Brasileiro (Lei n° 9503/97), calçada é: “parte da via, normalmente segregada e em nível diferente, não destinada a veículos, reservada ao transito de pedestres...”
Faça, como experiência, a seguinte atividade: caminhe pelas calçadas (nos dois sentidos), da Avenida Severiano Neves desde o início onde está o Colégio Frageli, indo em direção ao cais do Rio Araguaia.
Se nos colocarmos no lugar das crianças, dos idosos, dos portadores de necessidades especiais, das gestantes, ou de uma mãe empurrando um carrinho de bebê, vamos sentir “na pele” o desconforto e o risco que estas pessoas estão correndo, pois tem que dividir o espaço das ruas com os carros e motos, que muitas vezes passam em alta velocidade.e empurrando um carrinho de bebs crianças, dos idosos, dos portadores de necessidades especiais, das gestantes, ou de uma m
Quando não apresentam problemas nas condições físicas, as calçadas são palco de outros tipos de usos que se apropriam do espaço do pedestre, privatizando o espaço público.
O primeiro uso indevido a ser destacado é a calçada como canteiro de obras. Nela, o proprietário do imóvel usa o espaço público para preservar o seu, fazendo o depósito de materiais necessários e os trabalhos da construção: (tijolos, blocos, sacos de cimentos, ferro, etc) e canteiro de obras com uso de cercados de madeiras para preparar argamassa, betoneiras e etc.
Outro uso muito comum é da extensão do espaço comercial. Há apropriação da calçada pelos estabelecimentos comerciais, colocando produtos á venda, bicicletas cargueiras, depósitos de gás, e utilizando-a até como local de bancada para consertos mecânicos. Outras vezes, o comerciante se apropria do espaço de maneira diferente, como para a publicidade. Utilizam a calçada para a colocação de placas que dificultam ou impedem a circulação, demonstrando o desprezo ao espaço público.
Outro caso absurdo do uso das calçadas está diretamente associado ao uso das calçadas pelos automóveis e motos, que muitas vezes a transformam em estacionamentos. O que chama mais a atenção é que nem mesmos órgãos oficiais escapam dessa “tentação” de colocar seu carro mais perto da porta de entrada ou debaixo de uma boa sombra.
O pedestre, que já circula com dificuldade e disputa, muitas vezes o espaço da rua com o carro, passa aqui, a disputar a própria calçada, invadida pelo automóvel e pela moto.
Sei que o município tem grandes problemas a serem enfrentados, mas acho que será na busca de solução para os pequenos que encontraremos força e ânimo para atacar os maiores.
* um dos primeiros textos que publiquei no blog. Como nada foi feito desde então...
A vida veloz e cortante como um raio. Um relâmpago de poesia que iluminou a música brasileira pelas janelas escancaradas do rock. Vivendo cada minuto de seus 32 anos no planeta, Cazuza cantou como ninguém a dor e a delícia de sua geração. Pois aquele garoto que ia mudar o mundo, desejando todo amor que houvesse na vida, completaria 50 anos neste ano de 2008. Doido, amoroso, explosivo ou doce. Os adjetivos transbordaram sobre um consenso, espelhado na cadeira vazia que permanece intocada no acervo do compositor: Cazuza é insubstituível.
BLUES DA PIEDADE
Agora eu vou cantar pros miseráveis Que vagam pelo mundo derrotados Pra essas sementes mal plantadas Que já nascem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena Remoendo pequenos problemas Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz Mas não ilumina suas minicertezas Vive contando dinheiro E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar Fica esperando Alguém que caiba no seu sonho Como varizes que vão aumentando Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade Senhor, piedade Pra essa gente careta e covarde Vamos pedir piedade Senhor, piedade Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Quero cantar só para as pessoas fracas Que tão no mundo e perderam a viagem Quero cantar o blues Com o pastor e o bumbo na praça
Cornetista, trompetista, vocalista, Louis foi a maior personalidade do jazz de todos os tempos. Tido por muitos como um ‘bom crioulo’ bochechudo e engraçado, Louis revolucionou a música de jazz de uma forma tão profunda e radical que podemos considerá-lo um marco histórico: o jazz antes e depois de Louis Armstrong. O impacto e a importância de Armstrong na evolução do jazz encontram apenas um único paralelo de comparação: Charlie Parker.
Achei um vídeo dele cantando sua mais conhecida canção “What A Wonderful World” mesclado com algumas imagens do filme “Bom dia Vietnã”.